sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O Único do Qualquer

                               

Um homem segue seu caminho pela rua de sempre,faz os mesmos passos. Nem se vê mais expressões em seu rosto durante os olhares às mesmas placas peculiares.
Uma mulher sobe uma rua desconhecida,seu olhar denuncia:placas estranhas e um homem se aproximando,isso significa: mais um qualquer,nem adianta lançar qualquer olhar de interesse,ele não vai notar qualquer coisa na cor dos meus olhos.
Um homem vê uma bela mulher que passa com seu delicado e amarrotado vestido vermelho,ele percebe que ela  tentar se esquivar da beleza e do charme do conquistador. Ele passa por ela e nota: Que bumbum!
Ela continua pela rua de paralelepípedos,toma passos mais apressados com raiva de ter tido esperança mesmo sabendo que era mais um.
Um rapaz nem tão elegante vem descendo a rua,um tanto serelepe,mas estressado. Segunda ou terceira vez que ele anda por aquela rua sem saber o porque.
A moça já sem esperanças mesmo em qualquer um do gênero masculino nem dá atenção ao rapaz que recebeu uma boa pitada de Glitter nos olhos ao vê-la. Ele deixa a timidez de lado e vai em direção à moça ...

Uma mulher segue seu caminho pela rua de paralelepípedos,pés bêbados sobre o pequeno salto vermelho,assobios saxofônicos soam pelos becos.
Ele havia notado e amado a sua pequena pinta ao lado do mamilo esquerdo,ninguém nunca tinha observado e amado tanto quanto aquele rapaz uma pintinha tão pequena e delicada.

Nenhum comentário:

Postar um comentário